O que é a fisioterapia oncológica e para que serve?

O que é a fisioterapia oncológica e para que serve?

A fisioterapia oncológica é um tratamento que é altamente indicado para pacientes com câncer. Trata-se de uma forma de minimizar os possíveis danos causados pela doença. Para isso, adota-se uma série de ações que podem conservar e reaver a integridade das pessoas. Ou seja, o tratamento visa melhorar em todos os aspectos as funções do corpo desses pacientes.

Avanço da medicina

Hoje em dia, as técnicas da fisioterapia oncológica avançaram significativamente. Dessa forma, os pacientes que fazem esse tratamento apresentam um aumento considerável na qualidade de vida. É notável a grande contribuição de um profissional fisioterapeuta na reabilitação e na vida em geral dos pacientes que a ela recorrem.

Ao mesmo tempo, podemos ver o imenso avanço na medicina e dos tratamentos médicos para assistir os pacientes com câncer. Atualmente, não se almeja apenas a cura da doença, mas adota-se uma abordagem global do problema do paciente. Leva-se em consideração também a reabilitação em diversos aspectos: social, psicológico, físico e profissional. Nesse sentido, podemos perceber um mar de possibilidades terapêuticas nas quais um fisioterapeuta pode contribuir no tratamento de um paciente oncológico, seja com cuidados paliativos ou até mesmo na sua recuperação funcional, tornando este profissional indispensável nesse tipo de tratamento.

Infelizmente, em um passado não muito distante, julgavam as pessoas como se estivessem com uma doença sem cura, contagiosa e como um problema na sociedade. Somente no início do século XX, o câncer finalmente passou a receber a atenção merecedora dos médicos e da sociedade para iniciarem-se os estudos profundamente a nível científico.

Desde então, o tratamento oncológico passou por uma enorme evolução. Existem diversos tratamentos, sendo esses específicos para diferentes tipos e diferentes estágios, é importante que se inicie da forma mais precoce possível.

Na oncologia atual, é de grande importância uma abordagem multidisciplinar no tratamento de pessoas com câncer. Dessa forma, um médico oncologista pode contar com outros profissionais de diversas especialidades para colaborar com a melhor recuperação possível desses pacientes. Entre eles, podemos:  farmacêuticos, patologistas, radiologistas, psiquiatras, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, dentre muitos outros.


A contribuição da fisioterapia no tratamento de pessoas com câncer

Para muitas pessoas, a fisioterapia é uma área reconhecida apenas para agir no tratamento de lesões musculares, alguns pós-cirúrgicos ou para o fortalecimento de músculos e articulações de idosos. Contudo, trata-se de uma área muito mais vasta e capaz de otimizar inúmeros quadros.

A fisioterapia na oncologia vem ao lado de uma equipe multidisciplinar da saúde e age de maneira bem abrangente no estudo dos sintomas dos pacientes com câncer, que possui como objetivo manter e recuperar a integridade cinético-funcional de órgãos e sistemas, bem como tratar e minimizar os vários efeitos gerados pelo tratamento do câncer, buscando assim preservar e melhorar a qualidade de vida dessas pessoas.

A fisioterapia oncológica pode ser usada no pré-operatório, no pós-operatório e nos casos em que não há necessidade de cirurgia. Em virtude do avanço das técnicas nessa área, pessoas com câncer que estão em tratamento vêm cada vez mais demonstrando uma maior qualidade de vida.

Cuidados que os fisioterapeutas devem ter



Vale ressaltar que é de extrema importância que o fisioterapeuta tenha bastante conhecimento sobre os tipos de câncer, seus estágios, complicações, tratamentos (sendo eles cirúrgicos ou não), para que possa ser planejada a melhor estratégia de tratamento e que não haja nenhum risco para seus pacientes.

Sendo assim, os fisioterapeutas irão trabalhar nos sintomas da patologia e do tratamento, minimizando sintomas como: dor, fraqueza muscular, tensão muscular, fadiga, perda de massa muscular, linfedemas, fibroses, retrações e aderências cicatriciais, diminuição da amplitude de movimentos, encurtamentos musculares, alterações posturais e alterações respiratórias.

Por fim, para alcançar bons resultados, o fisioterapeuta pode considerar várias intervenções. Citamos aqui entre outras, a analgesia (eletroterapia e massoterapia), alongamentos (passivos e ativos) e exercícios de amplitude de movimento e cardiorrespiratórios.

Em qual momento do tratamento devemos recorrer à fisioterapia oncológica?



É necessário que o início do tratamento com fisioterapia comece o mais cedo possível e deve continuar sendo feito em pacientes que ainda estão internados, mas também atendendo pacientes em domicílio. O acompanhamento após o fim do tratamento médico também é bastante relevante para garantir que o paciente esteja totalmente reestabelecido, com sua independência (é claro, dentro de seus limites) e realizando suas atividades do cotidiano. Vale ressaltar também o quão importante são as orientações específicas que devem ser repassadas às pessoas em tratamento, seus familiares e a seus cuidadores.

Cuidados paliativos

Outra área muito relevante na fisioterapia que devemos mencionar aqui é a de cuidados paliativos, na qual aborda-se a fisioterapia de modo humanista e um trabalho paralelo em pacientes que possuem câncer sem possibilidade de cura, garantindo a qualidade de vida e mitigando os seus sintomas.

O fisioterapeuta pode ajudar no tratamento paliativo dos pacientes de inúmeras formas. Ou seja, para fazê-lo da maneira mais eficiente possível, é de responsabilidade do profissional alinhar-se adequadamente aos aspectos éticos e filosóficos do tratamento de pacientes em condições de terminalidade de vida, entre eles manter a comunicação com o paciente e demais profissionais e cultivar a independência funcional daqueles que são tratados.

Quanto aos cuidados paliativos específicos, destacamos os métodos analgésicos, a atuação direta em sintomas físicos, sobretudo aqueles envolvendo músculos e articulações, e técnicas de conservação de energia. Com esses procedimentos, conseguimos amenizar sintomas fisiológicos, diminuindo a necessidade de ingestão de medicamentos.

De um modo geral, podemos estimular os pacientes a fazer exercícios leves, desde uma caminhada leve até exercícios utilizando pesos, sempre considerando suas condições físicas. Mesmo os pacientes mais debilitados podem, com a devida supervisão, executar pequenos esforços e aprender técnicas de conservação de energia. Assim, aumentam a qualidade de vida nos aspectos físico e emocional.

Conclusão

Com base no que foi exposto acima, percebemos o papel crucial da fisioterapia no tratamento oncológico. O tratamento controla sintomas, efeitos colaterais do tratamento e garantindo mais autonomia para os pacientes. Não se deve desprezar o fato de que é necessário garantir a regularidade de tais exercícios nas suas rotinas. Garantindo independência e que os sintomas gerados pelo cânce sejam atenuados.

REFERÊNCIAS:
https://blog.unopar.com.br/fisioterapia-oncologica/?utm_source=google&utm_medium=cpc&utm_campaign=Unopar::L3::PerformanceMax::Cursos::TargetROAS::PIM&gclid=Cj0KCQiA4aacBhCUARIsAI55maGFat9oh08KpWUolHS75oYNH4yMeXjVeC8WTAQWjAClMRPGcmyQrVwaAo0EEALw_wcB&gclsrc=aw.ds
https://sbco.org.br/o-que-e-a-fisioterapia-oncologica/
https://www.oncofisio.com.br/fisioterapia-oncologicahttps://vencerocancer.org.br/dia-a-dia-do-paciente/atividade-fisica-bem-estar/a-fisioterapia-na-oncologia/

Fisioterapia

https://blog.unopar.com.br/fisioterapia-oncologica/
https://blogfisioterapia.com.br/fisioterapia-oncologica/


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